
Socioeducandos da Funac visitaram a sede do Sampaio Futebol Clube nessa úiltima semana (27.07), onde tiveram a oportunidade de conhecer as atividades da Bolívia querida de muitos torcedores maranhenses. A iniciativa faz parte das atividades desenvolvidas pela Fundação no eixo da prática de esporte, desporto e lazer pelos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa.
Durante a visita, os adolescentes tiveram acesso ao museu e coleção de troféus ganhados pelo time, além de conhecerem a própria história de fundação do Sampaio Correia Futebol Clube. Os adolescentes ainda puderam ver de perto alguns de seus jogadores preferidos, como o Pimentinha, que no intervalo do treino, veio cumprimentar os visitantes e posar para uma foto.

A presidente da Fundação da Criança e do Adolescente, Sorimar Sabóia, foi recebida pelo diretor financeiro do Sampaio Correia, Hugo Oliveira, que junto com toda sua equipe fizeram um tuor pelas dependências do Clube.
De acordo com Hugo Oliveira, a visita dos socioeducandos da Funac é de significativa importância para o Sampaio Correia, porque a prática do esporte pode ser um instrumento de ressorcialização, além de uma demonstração muito grande de afeto, já que se trata de torcedores do Sampaio Correia. “ Sentimo-nos muito honrados em receber esses adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, por que, além de torcedores, estão buscando no esporte uma oportunidade de se reeducarem. E somos gratos por estar colaborando nesse processo, levando esses adolescentes para assistirem aos nossos jogos ou até mesmo oferecendo uma oportunidade de participarem de um seletivo para ingressarem como um de nossos jogadores’, afirma.

Para a presidente da Funac, Sorimar Sabóia, o evento foi de grande emoção não só para os socioeducandos, mas também para toda a equipe da Fundação, que trabalha diretamente com a prática esportiva nos Centros Socioeducativos da Funac. “ Ao proporcionar esse momento para os nossos socioeducandos, estamos não só incentivando-os a prática do esporte, como também valorizando o trabalho dos nossos educadores que atuam nessa área, por que entendemos que os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa possuem o direito a prática do esporte, lazer e desporto, sendo necessário que nossos educadores tenham essa sensibilidade de enxergar talentos e incentivar esses adolescentes a buscarem sonhos, conquistas e aprimoramento”, afirma.

Socioeducandos da Fundação da Criança e do Adolescente, inseridos no Programa de Aprendizagem Profissional (Programa Jovem Aprendiz) iniciaram atividades práticas na Secretaria Estadual de Trabalho e Economia Solidária-SETRES. A iniciativa faz parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Funac e a SETRES, com o intuito de disponibilizar espaço físico para as atividades laborais dos jovens aprendizes, em conformidade com a Lei de Aprendizagem Profissional (Lei nº 10.097/2000). A regulamentação determina que empresas de médio e grande porte devem contratar 5% do quadro de funcionários na condição de aprendizes jovens, com idade entre 14 e 24 anos.

De acordo com a Diretora Técnica da FUNAC, Lúcia Diniz, o processo de qualificação profissional dos adolescentes restritos e privados de liberdade integra um dos Eixos do SINASE, e a inserção dos jovens aprendizes é considerada uma grande oportunidade de reinserção social e de ressignificação de trajetórias de vida. A ação oferta aos adolescentes e jovens, além de qualificação profissional, oportunidade de trabalho e geração de renda. Conforme a FUNAC, 16 adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas foram contratados pela Zortea Construções LTDA na condição de aprendizes, e desenvolverão as atividades profissionais práticas na SETRES.

Para o Secretário Estadual de Trabalho e Economia Solidária, Luiz Henrique Lula, a iniciativa representa um grande avanço do compromisso do Estado com a Socioeducação por meio da inserção de jovens no mercado de trabalho. “O Estado tem o papel de implementar políticas públicas que garantam oportunidades a todos. Neste ato, em específico, buscamos a inclusão social, mostrando a esses adolescentes que eles podem aprender com seus erros e trilhar o caminho da cidadania por meio da valorização do trabalho e qualificação profissional”, destaca.
A presidente da FUNAC, Sorimar Sabóia, destacou que a inserção dos adolescentes no mercado de trabalho, por meio do Programa Jovem Aprendiz, representa um avanço para a Socioeducação do Maranhão. “Nosso grande objetivo, quando atendemos um adolescente em conflito com a lei, é reeducá-lo a partir da premissa de que ele pode sempre mudar sua trajetória de vida. É nesse contexto que elaboramos e aplicamos nossos programas socioeducativos e projetos políticos sociopedagógicos, apostando sempre na superação dos nossos socioeducandos. É, sem dúvida, um grande avanço observar que nossos adolescentes e jovens estão trilhando novos caminhos, fortalecendo suas cidadanias”, afirma.
Vale destacar que os adolescentes e jovens foram selecionados para o Jovem Aprendiz de acordo com as avaliações das equipes técnicas e relatórios realizados nos Centros Socioeducativos. Foi levado em consideração as habilidades e potencialidades adquiridas durante o processo de cumprimento da medida socioeducativa. A FUNAC ainda ressalta que a capacitação teórica faz parte da formação técnico-profissional dos aprendizes, desenvolvida por meio da Instituição formadora Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), onde os aprendizes estão matriculados no curso Múltiplas Ocupações em Administração de Bancos de dados, para melhor desenvolver suas atividades laborais na SETRES.
A Fundação da Criança e do Adolescente – Funac reafirma o seu compromisso institucional antirracista, pois repudia qualquer forma de discriminação, preconceito e violência. Comprometemo-nos com a luta incessante contra o racismo e a injustiça racial em todas as suas manifestações, buscando promover a igualdade, o respeito, a diversidade, a inclusão e a dignidade para todas as pessoas.
Estamos empenhados e engajados em sensibilizar nossa equipe, parceiros e a comunidade sobre a importância do combate ao racismo e construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Temos feito isso em todos os âmbitos da Funac, com formações contínuas sobre a temática para todos os servidores e socioeducandos, dialogando com a comunidade socioeducativa e com a participação em ações, eventos e iniciativas que promovam a equidade racial e reiterem as políticas antirracistas. Nesse contexto, aderimos à Campanha Nacional de Combate ao Racismo nas Instituições Públicas, assinando o Termo de Cooperação para promoção de igualdade racial e enfrentamento ao preconceito, à discriminação de gênero e à intolerância religiosa contra povos e comunidades tradicionais de matriz africana e afro-brasileira nas instituições públicas do Maranhão.
Para desconstruir preconceitos arraigados e combater o racismo sistêmico, sempre apuramos qualquer prática que possa vir a acontecer na Fundação e orientamos as possíveis vítimas a realizar boletim de ocorrência e seguir todos os procedimentos e protocolos legais para responsabilização de quem comete crime de racismo.
Continuaremos trabalhando incessantemente para enfrentar as desigualdades raciais, promover a igualdade de oportunidades e ampliar a representatividade em todos os níveis de nossa instituição.
Desta maneira, contamos com o apoio de todos para construirmos uma sociedade na qual o respeito, a diversidade e a justiça sejam fundamentais para nossa existência.
Fundação da Criança e do Adolescente
A segunda edição do ‘Rolê do Esporte: a Socioeducação em campo’ inicia nesta quarta-feira (7), com o jogo entre o Sampaio Corrêa e o Londrina, às 19h, no Estádio Castelão, em São Luís. O projeto oportuniza adolescentes atendidos pela Fundação da Criança e do Adolescente – Funac à assistirem as partidas de futebol pelo Campeonato Brasileiro da Série B.
A ação é fruto do termo de Cooperação firmado pela Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), o Poder Judiciário, por meio da Unidade de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (UMF/TJMA) e o Sampaio Corrêa Futebol Clube. O objetivo é contribuir com a garantia de direitos fundamentais e a ressocialização dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de restrição ou privação de liberdade nos Centros Socioeducativos da Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar e Paço do Lumiar).
A primeira edição aconteceu no ano passado e levou mais de 70 adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas à quatro partidas, sendo eles nos dias 30 de setembro (Sampaio 2×1 Grêmio); 3 de outubro (Sampaio 2×1 Ponte Preta); 11 de outubro (Sampaio 2×1 Chapecoense) e 5 de novembro (Sampaio 2×1 Londrina).
A presidente da Funac, Sorimar Sabóia destacou que o projeto é uma oportunidade aos socioeducandos e soma com o trabalho já desenvolvido pelo Governo do Maranhão na socioeducação. “Para a maioria dos socioeducandos esta foi a primeira vez que foram a um estádio de futebol, eles ficaram encantados com a oportunidade. O Rolê do Esporte segue os preceitos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que determina que ‘a criança e o adolescente têm direito à informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento’”, pontuou Sorimar Sabóia.
SERVIÇO
A presidente da FUNAC, Sorimar Sabóia realizou reunião de trabalho com representantes dos órgãos que compõem o Centro Integrado de Justiça Juvenil (CIJJUV). Estiveram presentes o desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão, Ronaldo Maciel; o defensor público, Paulo Costa; o delegado de Polícia Civil, Odilardo Muniz Lima Filho; pelo Ministério Público estavam o chefe de seção, Alberto Pires Pinto Filho; o assessor do PJ, Benilson Marcos Almeida Santos; e o engenheiro civil, George Brito Balby; da DPE-MA participaram também o supervisor Luiz Roberto Gomes; e a arquiteta Nayanne Feques; e pela Funac estiveram presentes ainda a diretora administrativa-financeira, Cléo Protásio; e o engenheiro Kayo Barros.
O CIJJUV é resultado do compromisso do Governo do Maranhão com o cumprimento das diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), onde reúne órgãos estratégicos de proteção e responsabilização de adolescentes em conflito com a lei em um único espaço físico, sendo eles: o Atendimento Inicial da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac); a Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) da Secretaria de Segurança Pública (SSP); as Promotorias Especializadas do Ministério Público (39ª, 40ª e 43ª – MPMA); a Defensoria Pública Estadual (DPE-MA); a 2° Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça (TJ-MA) e mais o Núcleo de Justiça Restaurativa.
A localização estratégica, a integração dos órgãos estaduais com o sistema de justiça, o tratamento mais digno para as partes envolvidas e a celeridade no processo de apreciação dos atos infracionais são alguns dos diferenciais do Centro para o público que necessita deste atendimento. Os órgãos que compõem o CIJJUV trabalham de forma articulada, mas possuem autonomia funcional e administrativa independentes, além de atribuições específicas em cada momento do processo socioeducativo.
A Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), por meio da Escola de Socioeducação (ESMA), realizará o I Painel Científico da Socioeducação, com o tema ‘Pesquisa em ação: o pensamento científico sobre a política da Socioeducação em meio fechado’. O evento acontecerá no dia 31 de maio, das 14h às 18h, online pelo Canal do Youtube da Funac.
Com o objetivo de divulgar a pesquisa científica realizada sobre a Socioeducação do Maranhão, no meio fechado, o Painel tem como público alvo pesquisadores, estudantes e profissionais que atuam na política socioeducativa do meio aberto e fechado, e comunidade em geral. Interessados podem se inscrever pelo site esma.funac.ma.gov.br.
A programação conta com apresentação de trabalhos sobre o atendimento em meio fechado da Funac, dividido pelos eixos temáticos: Gestão do Atendimento Socioeducativo; Segurança Socioeducativa; e Metodologia do Atendimento Socioeducativo. Ao todo, 11 expositores apresentarão seus trabalhos, seguido de Bloco de debates ao final de cada eixo. A programação também conta com mesa de abertura com a presidente da Funac, Sorimar Sabóia, e a diretora da ESMA, Priscila Swaze.
“Para nós é importante ouvir os diversos pesquisadores que realizaram seus trabalhos sobre a Funac e o Painel vem para celebrar e tornar público essas pesquisas. O Governo do Maranhão valoriza a ciência e incentiva a produção cientifica, por meio delas poderemos avançar ainda mais em nosso atendimento e na politica de socioeducação do Estado”, destacou a Sorimar Sabóia.
Programação
1. Mesa de Abertura
Início: 14h
Convidadas:
● Sorimar Sabóia Amorim – Presidente da Fundação da Criança e do Adolescente – FUNAC;
● Priscila Swaze – Diretora da Escola de Socioeducação – ESMA;
2. Apresentação dos trabalhos por eixo temático
2.1 Primeiro Bloco: EIXO TEMÁTICO – Gestão do Atendimento Socioeducativo
Tempo de Exposição: 10 min por trabalho
Previsão de horário: 14h15 min
1ª Apresentação
Autor: Icaro Gustavo Serra Santos
Título: “ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO DE CENTRO DE INTERNAÇÃO MASCULINO PARA ADOLESCENTES EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA”
2ª Apresentação
Autora: Camila Lago Braga
Título: “AS COMPRAS PÚBLICAS ALIMENTARES EM SÃO LUÍS-MA E A CONSTRUÇÃO DE SISTEMAS ALIMENTARES SUSTENTÁVEIS”
2.2 Segundo Bloco:
EIXO TEMÁTICO – Segurança Socioeducativa
Tempo de Exposição: 10 min por trabalho
Previsão de horário: 14h50 min
Apresentação Única
Autora: Amanda Cristina de Aquino Costa
Título: “MASCULINIDADES E FACÇÕES CRIMINOSAS NO DISCURSO DO ADOLESCENTE EM CONFLITO COM A LEI NA CIDADE DE SÃO LUÍS-MA”
2.3 Bloco de debates
Tempo de Exposição: 20 min
Previsão de horário: 15h
2.4 Quarto Bloco:
EIXO TEMÁTICO – Metodologia do Atendimento Socioeducativo (Bloco I)
Tempo de Exposição: 10 min por trabalho
Previsão de horário: 15h20
1ª Apresentação
Autora: Josenilde Diniz Sales
Título: “OS DESAFIOS DA RESSOCIALIZAÇÃO DE ADOLESCENTES EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO: Contribuições críticas às metodologias aplicadas pela Fundação da Criança e do Adolescente”
2ª Apresentação
Autora: Jocihelen Pereira de Oliveira Barbosa
Título: “O CUMPRIMENTO DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS DE INTERNAÇÃO EM SÃO LUÍS/MA: um estudo sobre a adolescente em conflito com a Lei”
3ª Apresentação
Autora: Leane Loiola Santos
Título: “O ADOLESCENTE EM CONFLITO COM ALEI E SUA PERCEPÇÃO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E FAMILIARES”
4ª Apresentação
Autora: Teresa Neumann Almeida Barcelos
Título: “EDUCAÇÃO FORMAL A ADOLESCENTES SOB PRIVAÇÃO DE LIBERDADE: possibilidades e limites na Educação de Jovens e Adultos no Centro Socioeducativo de Internação Sítio Nova Vida – Paço do Lumiar/MA”
2.5 Bloco de debates
Tempo: 20 min
Previsão de horário: 16h15 min
2.6 Sexto Bloco:
EIXO TEMÁTICO – Metodologia do Atendimento Socioeducativo (Bloco II)
Tempo de Exposição: 10 min por trabalho
Previsão de horário: 16h45min
1ª Apresentação
Autor: Alessandro Mannato
Título: “ADOLESCENTES AUTORES DE ATOS INFRACIONAIS”
2ª Apresentação
Autor: Giacomo Longo
Título: “ADOLESCENTES E JOVENS USUÁRIOS DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NAS RUAS DE SÃO LUÍS – MA”
3ª Apresentação
Autora: Pollyana Gonçalves dos Inocentes
Título: “ADOLESCÊNCIAS, GÊNERO E O ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO: estudo sobre a reprodução das relações sociais de gênero no Centro Socioeducativo Florescer em São Luís”
4ª Apresentação
Autora: Lívia Almeida Dutra
Título: “ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO DE ADOLESCENTES TRANSEXUAIS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDAS PRIVATIVAS E RESTRITIVAS DE LIBERDADE: o caso do Centro de Juventude Florescer em São Luís – MA”
2.7 Bloco de debates
Tempo: 20 min
Previsão de horário: 17h25 min
3. 18h – Encerramento.
A Campanha Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é debatida com socioeducandos da Funac. O evento foi promovido pelo Centro Socioeducativo de Internação São José de Ribamar e contou com a participação de 20 adolescentes que cumprem medida socioeducativa. A palestra foi conduzia pela assistente social Ieda Maranhão, que integra a equipe do Núcleo Psicossocial do Fórum de São José de Ribamar.
Durante o evento, os adolescentes tiveram a oportunidade de conhecer os objetivos da Campanha e conseguir identificar as características do ubuso e o perfil de um abusador. Por meio de perguntas interativas, a palestrante refletiu com os adolescentes sobre a necessidade de evitar posturas e comportamentos abusivos em seus relacionamentos.
Ainda durante a palestra, foi apresentada a legislação vigente de proteção à criança e o adolescente e os canais e procedimentos para casos de denúncias. De acordo com a Ieda Maranhão, os socioeducandos precisam ter acesso às informações sobre abuso sexual, a fim de conseguir identificar uma situação em que tenha sido vítima ou mesmo sofrida por outra criança ou adolescente e saber como proceder para denunciar. “Dialogar esta temática com adolescentes privados de liberdade é de grande importância para que tenham acesso à informação, transformando-a em conhecimento e a partir disso, se tornem multiplicadores para prevenção a esse tipo de violência”, afirma.
A presidente da Funac, Sorimar Sabóia, ressalta que faz parte do calendário de atividades sociopedagógicas da Fundação aderir a Campanhas em nível nacional que possibilitem produção de conhecimento que digam respeito a direitos humanos. “ A inserção dos socioeducandos da FUNAC nesse diálogo é de grande importância, por que como indivíduos com garantias de direitos e obrigações sociais, precisam entender que comportamentos abusivos prejudicam não só a vítima, mas também toda a sociedade. Temos tido muito empenho na realização de palestras que envolvam campanhas de enfrentamento ao racismo, lgbtfobia, feminicídio, intolerância religiosa e etc, por que enxergamos a partir disso, uma oportunidade de aprendizagem no processo de ressocialização”, enfatiza.

A Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), por meio da Assessoria de Planejamento e Ações Estratégicas (Asplan), iniciou nesta quinta-feira (13) o Encontro Anual de Monitoramento do Planejamento Estratégico. Sob a coordenação do chefe da Asplan, Nikson Daniel, o encontro acontece de forma presencial, no auditório do Edifício João Goulart (Av. Pedro II, 180 – Centro) e marca os 30 anos da Fundação. O evento segue até sexta-feira (14).
O Planejamento Estratégico é ferramenta indispensável para a execução do atendimento socioeducativo no Maranhão. O evento tem como objetivo monitorar e analisar as ações desenvolvidas no âmbito da socioeducação no ano de 2022, tendo como base os objetivos, indicadores, metas e iniciativas do planejamento estratégico e planos de ação dos Centros e da sede administrativa da Funac.

Prestigiaram o primeiro dia do encontro as seguintes autoridades: Roberto Matos, secretário adjunto de Planejamento e Orçamento (Seplan); Maxsuel Guerra, secretário adjunto de Direitos Humanos (Sedihpop); Elaine Cutrim, secretária adjunta da Criança e do Adolescente da Sedihpop; Isis Frazão, supervisora de ações para o combate à tortura da Sedihpop e Ana Letícia Lima, chefe da divisão do Sistema Socioeducativo da Unidade de Monitoramento Carcerário (UMF).
De acordo com a presidente da Funac, Sorimar Sabóia, o evento é uma forma de avaliar as ações realizadas, e, se necessário, reordená-las. “Temos a oportunidade de dimensionar as metas e objetivos alcançados e o que podemos otimizar com os recursos que dispomos para oferecer um atendimento humanizado e qualificado”, disse.

“Aproveito para parabenizar todos os servidores da casa que realizam esse trabalho com afinco, compromisso, ética, dedicação, que doam sua vida para que a gente possa ofertar o melhor atendimento a esses adolescentes, que é a nossa missão institucional. É uma honra servir ao Estado do Maranhão e aos maranhenses na reconstrução de projetos de vida, de ressignificação de vidas adolescentes. Parabéns a todos que fazem a Fundação da Criança e do Adolescente”, comemorou Sorimar Sabóia.
Para o secretário adjunto de Direitos Humanos, Maxwell Guerra, celebrar os 30 anos da Funac em um encontro de planejamento demonstra que é possível concretizar metas. “A socioeducação é importantíssima, pois ela transforma vidas para que os jovens tenham mais dignidade e possam seguir uma nova trajetória após o cumprimento das medidas, de forma a contribuir com a sociedade. A Sedihpop deseja mais 30 anos pela frente, de realizações e avanços na socioeducação maranhense”, afirmou.

O chefe da Asplan, Nikson Daniel pontuou que o planejamento estratégico é fundamental, pois permite que a Fundação visualize objetivos, metas e ações a serem desenvolvidas, tanto a curto, médio, quanto a longo prazo. “Com um planejamento estratégico bem elaborado a Funac consegue identificar seus principais pontos fortes e fracos, suas oportunidades e ameaças, bem como definir seus objetivos e prioridades, permitindo que a instituição direcione seus esforços e recursos de forma eficaz para atender a necessidade dos adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas no Maranhão”, disse.
Roberto Mattos, secretário adjunto de Planejamento e Orçamento da Seplan, constatou a relevância do encontro. “A Funac celebra sua existência de uma forma muito interessante, planejando, monitorando e avaliando as suas ações. A Funac, nesses 30 anos, teve um grande avanço em relação a sua atividade. Isso é um legado que é deixado pela instituição à sociedade maranhense e, ao mesmo tempo, demonstra nesse evento, com essa forma de celebrar a partir do planejamento, uma maturidade institucional e a dedicação dos servidores com a pauta do planejamento, com a necessidade de continuar acertando em suas ações, de otimizar o gasto público”, comentou.
Participam do evento chefes de setores administrativos, diretores e técnicos dos Centros Socioeducativos de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Imperatriz e Timon, que irão apresentar as metas estratégicas alcançadas, a partir dos indicadores do Planejamento Estratégico.

O Centro Socioeducativo de Internação Sítio Nova Vida, unidade da Fundação da Criança e do Adolescente (FUNAC) certificou sete adolescentes no curso de eletricista instalador residencial, com foco na aprendizagem e inserção no mercado de trabalho, em parceria com a empresa SIMATTEC que certifica os adolescentes.
A presidente da FUNAC, Sorimar Sabóia destaca que um dos pilares da socioeducação é a educação e profissionalização. “Os socioeducandos que concluíram o curso estão aptos para ser inseridos no mercado de trabalho e a FUNAC acredita que por meio da educação e profissionalização os adolescentes podem ressignificar sua história e construir um novo projeto de vida”, afirma.
O curso tem como objetivo capacitar adolescentes e jovens para atuarem na área de construção civil, na ocupação de eletricista instalador residencial. Com carga horária de 80 horas, aulas teóricas e práticas para agregar maior versatilidade na formação dos adolescentes e favorecer a inserção no mercado de trabalho.

Os jovens participam de diversas atividades de formação profissionalizante como parte da construção de um novo projeto de vida. Um dos socioeducandos destaca a felicidade de aprender mais uma profissão no Centro Socioeducativo. “Quero agradecer toda equipe da Fundação por oportunizar a capacitação que contribuirá com nosso crescimento pessoal e profissional. Aprendi muito no curso e tenho certeza que terei êxito no mercado de trabalho”, diz.
“É muito gratificante poder contribuir na formação e no novo projeto de vida desses adolescentes”, falou o instrutor do curso, Germano Soeiro. “Além do conhecimento, procuramos também orientá-los quanto ao mercado de trabalho e reforçamos o incentivo dado pela FUNAC à profissionalização”, destacou.

A Escola Maranhense da Socioeducação – ESMA promoveu uma série de debate com os servidores da FUNAC sobre a inserção do público LGBT+ nas relações interpessoais de trabalho no âmbito da FUNAC. A atividade que teve início por meio de uma live no Youtube, contou com a participação do Advogado e Pesquisador, Thiago Viana, do Presidente do Conselho Estadual LGBT+ MA, Ricardo Lima e Lohanna Pausini, assessora de comunicação da FUNAC e Secretaria de Comunicação e Articulação Política da Associação Maranhense de Travestis e Transexuais – AMATRA. Um dos objetivos foi dialogar com os servidores questões sobre LGBTFOBIA, práticas preconceituosas e valorização da pessoa LGBT enquanto profissional, respeito à diversidade sexual e identidade de gênero de pessoas trans. O debate seguiu para os Centros Socioeducativos da Grande Ilha, onde por meio de círculos de diálogos, os facilitadores Lohanna Pausini e Mathias Aguiar, assessor jurídico da FUNAC, debateram com os servidores a importância do combate à LGBTFOBIA na manutenção das relações interpessoais de trabalho no âmbito da FUNAC.

Na oportunidade o advogado salientou sobre a criminalização da LGBTFOBIA e as penalidades e sanções que o servidor poderá sofrer caso cometa LGBTFPOBIA no ambiente de trabalho. Outro destaque apontado por Lohanna Pausini, foi a dicotomia entre preconceito x LGBTFOBIA, bem como conceitos equivocados como opção sexual e orientação sexual e os direitos conquistados pelas pessoas trans, como o respeito ao uso do nome social, e o uso de banheiro de acordo com sua identidade de gênero.
A presidente da FUNAC, Sorimar Sabóia, declarou que a empregabilidade de pessoas trans é uma das pautas defendida pela Fundação, reafirmando a defesa intransigente dos direitos humanos. “ O objetivo desta ação é debater a temática para falar sobre a importância da inserção de pessoas LGBT+ no ambiente de trabalho da Fundação e suas implicações pautadas no respeito à diversidade sexual. Atualmente a Fundação conta com pessoas da comunidade LGBT+, sobretudo, pessoas trans, inseridas em seu quadro de servidores e socioeducandas, o que reforça a urgência em dialogar sobre o tema para um melhor atendimento e boas relações interpessoais, destaca

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